A secretária do Turismo e Transportes da Madeira afirmou esta quarta-feira que a greve da TAP trará «grandes prejuízos» para esta região e «vai estragar» o principal cartaz turístico da ilha, o fim de ano.

«Aqui os números são grandes e, sejam eles quais forem, darão sempre prejuízo e estragarão o final de ano que se perspetivava com grande animação na região e muitos visitantes», disse Conceição Estudante aos jornalistas, à margem da audiência para apresentação de cumprimentos de Natal ao presidente do parlamento madeirense.

A governante admitiu que os números dos cancelamentos de reservas para a Madeira possam rondar os 6.000, devido aos pré-avisos de greve para os dias 27 a 30 de dezembro, apresentados pelos 12 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP.

«A experiência ensina que, nestas situações, as pessoas não arriscam deixar para a última da hora, sobretudo numa época como esta, e, portanto, já estão a tomar outras decisões, até porque o impasse está a demorar muito tempo», argumentou a responsável madeirense.

Conceição Estudante reforçou que «o prejuízo vai ser grande», declarando estar «preocupada» com as consequências nacionais e, sobretudo, para a região desta paralisação.

«Até porque as expectativas eram excelentes» para o turismo madeirense, apontou a governante, reforçando que «grande parte do mal já está feito, o que é uma grande insensatez».

A responsável salientou que o problema não é só serem afetadas as ligações durante quatro dias na ilha, mas sobretudo o facto de a paralisação acontecer num «dos períodos do ano que é marca iconográfica internacional de uma atividade turística reconhecida a nível mundial, que é o fim de ano na Madeira».

«É mais do que ser uma ilha, porque o número de frequências previstas é superior, até porque a TAP tinha anunciado voos extras para este período», sublinhou Conceição Estudante, destacando que «não é só o prejuízo de um período normal, é um prejuízo de um período especial, o que é naturalmente maior».

Mais de 10.000 clientes contactaram a TAP para pedir a anulação de reservas de voos ou a alteração de datas, devido ao pré-aviso de greve, informou a companhia aérea na terça-feira.

O Governo vai analisar a requisição civil em Conselho de Ministros marcado para esta quinta-feira.