A Confederação do Turismo Português (CTP) pediu esta quarta-feira aos pilotos da TAP para que ponderem a decisão de fazer greve, que poderá ser decidida esta tarde em assembleia-geral, e evitem formas de luta que coloquem em causa a economia nacional.

Em comunicado divulgado esta quarta-feira, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, disse que «existe seguramente margem para a continuação de um diálogo que vise consensualizar soluções, desde que impere o bom senso».

Os pilotos da TAP reúnem-se esta tarde para discutir o acordo assinado em dezembro com o Governo, estando em cima da mesa a possibilidade de uma nova greve, a um mês da entrega de propostas à compra do grupo.

A CTP apela aos pilotos da TAP para usarem «do seu maior bom senso e ponderação nas decisões que tomarem nas assembleias-gerais» e salienta que, qualquer medida que «preconize instabilidade» na TAP, tem «de imediato sérias consequências negativas» no turismo e economia nacionais.

«O simples comunicado do SPAC [Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil] relativamente à convocação destas assembleias, antecipando que delas poderá resultar a convocação de uma greve, está já a ter um impacto negativo no setor, que importa mitigar de imediato», acrescenta o presidente da CTP.

Num comunicado emitido na semana passada, a direção do sindicato informou que «o processo negocial entre o SPAC, a TAP e a PGA, no âmbito do compromisso subsidiário do acordo ratificado com o Governo em 23 de dezembro de 2014 c hegou a um impasse insanável, por motivos estritamente imputáveis à TAP, à PGA e ao Governo».

Em causa, estão as pretensões dos pilotos sobre as diuturnidades e sobre a obtenção de 20% do capital da companhia aérea, aquando da sua privatização, que deverá estar concluída até ao final desta legislatura.