O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil decidiu convocar duas assembleias gerais depois daquilo que considera ser «um impasse insanável» entre o sindicato e as administrações da TAP e da Portugalia, devido ao não cumprimento do  memorando de entendimento para um acordo que até tinha sido «apadrinhado» pelo Governo e que permitiu a desconvocação da greve agendada para o período do Natal.

​«A direção do SPAC lamenta informar que o processo negocial entre o SPAC, a TAP e a PGA, no âmbito do Compromisso subsidiário do Acordo ratificado com o Governo em 23 de Dezembro de 2014 chegou a um impasse insanável», adianta o sindicato em comunicado.

O SPAC vai agora analisar a situação e votar sobre as suas consequências em assembleias gerais das empresas, marcadas para os dias 15 e 16 de abril.

O sindicato sublinha que enviou uma carta ao Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações a comunicar o não cumprimento do acordo por parte da TAP e PGA, mas não recebeu qualquer resposta.
O impasse a que estes processos chegaram, diz o sindicato, ficou mais uma vez confirmado na reunião ocorrida entre o SPAC e a TAP a 26 de Março, «em que a TAP reiterou a sua intransigência».

«A direção considera não estarem reunidas as condições para ratificar os acordos propostos pela TAP e pela PGA, por serem manifestamente incompatíveis com o que houvera sido acordado com o Governo e por serem instáveis, face à vontade coletiva dos Pilotos e do SPAC, para além de serem flagrantemente inconstitucionais», rematam.