A lista A, encabeçada por David Paes, ganhou a segunda volta das eleições para a direção do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), anunciou hoje a estrutura sindical.

A segunda volta das eleições para a direção do SPAC decorreu na sexta-feira, depois de na primeira ronda nenhum dos candidatos ter obtido mais de metade dos votos como exigem os estatutos.

Na corrida estavam duas listas, a A, encabeçada por David Paes, que arrecadou 50,56% dos votos (403 votos), e a F, liderada por Carlos Damásio, que obteve 49,43% (49,43%).

No total, houve 846 votos apurados, dos quais 797 validamente expressos. Trinta votos foram em branco e 19 nulos.
 

"Em face dos votos apurados, a lista A foi eleita para o próximo biénio e tomará posse no dia 31 de julho, se não houver impugnação do ato eleitoral", refere o SPAC.


Na primeira volta, Carlos Damásio obteve 46% dos votos e David Paes recolheu 40% dos 717 votos considerados válidos, de um total de 746.

Estas eleições foram convocadas na sequência da renúncia do presidente do SPAC, Manuel Santos Cardoso, eleito em outubro de 2014 para um mandato de dois anos, pouco depois da greve entre 01 e 10 de maio ter dividido a classe.
 

Em carta então enviada aos associados do SPAC, Santos Cardoso disse que os motivos da renúncia "pouco importam" e garantiu que nos cerca de seis meses em que liderou o SPAC deu o seu melhor, "em condições bastante adversas, (…) sem ceder a pressões externas, nem a interesses particulares".


Ao longo da sua presidência, a única vez que Santos Cardoso apareceu publicamente foi em entrevista à agência Lusa, na semana que antecedeu a greve de dez dias, para defender as razões dos pilotos.

A greve de dez dias acabou por ter um impacto aquém do antecipado pelo SPAC, tendo-se realizado cerca de 70% da operação da TAP nos dias da paralisação.