O Grupo SATA vai criar uma nova empresa para prestar serviços em terra nos aeroportos dos Açores, tentando aproveitar a entrada de novas companhias no mercado da região.

A SATA Serviços será criada em 2016, segundo o plano de reestruturação da transportadora aérea dos Açores para o período 2015-2020, que será hoje apresentado em Ponta Delgada, e a que a Lusa teve acesso.

Com esta «nova estrutura de recursos humanos» para o «negócio do handling», o Grupo SATA quer ter maior «flexibilidade», de forma a dar respostas diferenciadas nos diversos aeroportos dos Açores, adaptadas às dimensões e características de cada um deles.

Mas a SATA Serviços poderá também «obter uma posição competitiva e de mercado na prestação de serviços de handling para players externos ao Grupo SATA», lê-se no mesmo documento.

O mesmo texto aponta que a liberalização do transporte aéreo, nalgumas rotas entre o continente e os Açores, a partir de abril deste ano, é uma «oportunidade» para o «negócio do handling».

A SATA Serviços terá também a seu cargo a rede de lojas da SATA.

Com a constituição da SATA Serviços em 2016 e da SATA Serviços Partilhados este ano, o grupo da transportadora aérea dos Açores passará a ter uma nova estrutura em 2016, em que a «totalidade das participações» são direta e integralmente detidas pela SATA SGPS, que passa a ter «funções diretas de estratégia e controlo sobre todas as subsidiárias».

A SATA SGPS passará a integrar a SATA Air Açores (que já existe e assegura as ligações aéreas dentro dos Açores), a Azores Airlines (o novo nome que passará a designar a atual SATA Internacional, que assegura as ligações para fora do arquipélago), a SATA Serviços Partilhados e a SATA Serviços.

O plano de reestruturação da SATA prevê também um «reforço e diversificação de capital» em 2017.

Por outro lado, no mesmo ano, será adotado um novo modelo de gestão, dando «maior amplitude ao Conselho de Administração, nomeadamente, através da representação de stakeholders, acionistas e gestores profissionais».

Será ainda revista a «estrutura de diretores ou equiparado» para a tornar «mais vertical, proporcional, qualificada e responsabilizadora» e introduzidos «procedimentos simplificadores do processo de partilha e tomada de decisão».