A transportadora aérea de baixo custo Ryanair saudou hoje a decisão do Supremo Tribunal de Londres para que as compensações EU261 sejam pagas diretamente aos passageiros, evitando-se, assim, “empresas de ‘caça de compensações’”.

Em comunicado, a Ryanair notou que o tribunal recusou a solicitação da Bott & Co Solicitors Ltd de “indemnização pelas taxas que não puderam recuperar por parte de clientes que receberam a sua compensação diretamente pela Ryanair”.

A transportadora apelou a que os seus passageiros submetam diretamente os pedidos de compensação, “evitando que empresas ‘caça compensações’ como a Bott & Co, Fairplane, Hayward Baker, Sky Legal, Flightright ou Flight Heroes” possam “deduzir mais de 40% de uma compensação de 250 euros em taxas de serviço”.

No seu plano “Always Getting Better” 2018, a Ryanair garantiu ter estabelecido uma equipa para “processar e validar todos os pedidos de compensação num prazo máximo líder de indústria de 10 dias úteis.”

O Regulamento (CE) n.º 261/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho estabelece regras comuns para a indemnização e assistência aos passageiros dos transportes aéreos nos casos de recusa de embarque e de cancelamento ou atraso considerável.

As regras determinam as hipóteses de alimentação e alojamento gratuitos, assim como indemnizações que variam entre 250, 400 e 600 euros, conforme nomeadamente o número de quilómetros da viagem.