A companhia aérea de baixo custo Ryanair acusou esta quarta-feira o Turismo de Portugal de rejeitar um plano de expansão para o aeroporto de Faro que teria o objetivo de aumentar o tráfego de inverno em 35%.

Em comunicado, o diretor de comunicação da companhia aérea, Robin Kiely, afirmou que «a proposta da Ryanair para o crescimento adicional em Faro pode trazer novos passageiros, novos empregos e milhões de euros de receitas turísticas para o Algarve durante o inverno», destacando que, no entanto, «o Turismo de Portugal não parece entender a importância deste plano».

A Lusa contactou o administrador do Turismo de Portugal Luís Matoso, que remeteu esclarecimentos sobre o assunto para mais tarde.

Segundo a companhia aérea irlandesa, o plano contemplava a abertura de três rotas de inverno para Colónia, Dortmund e Memmingen, na Alemanha, um aumento dos voos semanais em 35% e um crescimento do número de passageiros em 70 mil, que gerariam 70 novos postos de trabalho.

«É surpreendente que uma organização cujo mandato é promover o turismo no Algarve ignore a maior companhia aérea da Europa e a número um em Faro, particularmente num momento em que o desemprego em Portugal é de 18%», acrescentou Robin Kiely.

A Ryanair considera que, em parceria com o Turismo de Portugal, «pode fazer aumentar o turismo e tráfego rapidamente, bem como postos de trabalho, já que o turismo é uma das poucas indústrias que irá reagir rapidamente ao estímulo».

«A Ryanair tinha garantido o crescimento em troca de taxas cobradas aos passageiros mais baixas e uma base de custo mais baixo, mas, ao invés e infelizmente, esses passageiros e empregos serão entregues noutros aeroportos na Europa, onde a Ryanair continuará a crescer», conclui o responsável de comunicação.