A aquisição do controlo da empresa brasileira de engenharia VEM, que custou à TAP cerca de 500 milhões de euros desde 2007, não teve a necessária autorização do Ministério das Finanças, revela o Diário Económico.

Em causa está uma falha que, segundo a lei, pode obrigar a que o negócio da VEM seja nulo do ponto de vista jurídico, dado que não teve o aval e o secretário de Estado do Tesouro à data dos acontecimentos, Carlos Costa Pina, exigiu mesmo esclarecimentos à transportadora em vários despachos de 2007 e 2009.

Este é apenas um dos negócios que estão a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República, numa altura em que decorre o processo de privatização da transportadora aérea portuguesa.

Segundo documentos a que o jornal teve acesso, na origem do problema esteve a compra da participação de 85% que a Geocapital, de Stanley Ho, detinha na Reaching Force, dona de 90% da VEM. Em 2007, a TAP tinha 15% da Reaching Force e pretendia adquirir a totalidade do capital por 21 milhões de dólares, acrescidos de um prémio de 20%, mas para tal, necessitava do ok dos ministérios dos Transportes e também das Finanças.