No próximo ano vão existir pelo menos mais 600 voos entre Portugal e o Reino Unido, um dos principais mercados emissores de turistas estrangeiros, adiantou esta segunda-feira o presidente do Turismo de Portugal.

Este aumento da oferta representa cerca de 90 mil lugares distribuídos pelas épocas média e alta e vai beneficiar várias regiões portuguesas além das mais populares entre os britânicos, que continuam a ser o Algarve e Madeira.

Estes números não incluem os novos destinos a partir da nova base do Porto que a companhia de baixo custo easyJet deverá anunciar está semana, indicou João Cotrim de Figueiredo em Londres, durante a feira de turismo World Travel Market.

Esta oferta faz parte de um pacote que o organismo de promoção do turismo está a desenvolver para continuar a atrair britânicos, cujas taxas de férias no estrangeiro se prevê que aumentem em 2015.

«Antecipo um ciclo de crescimento prolongados, caso saibamos manter uma oferta equilibrada e um trabalho de base em termos de lugares em aviões disponíveis, agentes e operadores apetrechados com informação sobre o destino e componente online bem alinhada para as pessoas saberem onde devem reservar e o que podem esperar poder fazer», disse à Lusa.

O número de turistas britânicos tem estado a recuperar depois da quebra provocada pela crise financeira e pela concorrência de outros destinos turísticos.

Até agosto, as taxas de crescimento tem rondado os 15% em termos de número de hóspedes e valor de receitas, mas o destaque vai para Lisboa, onde o aumento de hóspedes britânicos chega aos 25%.

«Os britânicos estão a descobrir as nossas cidades e isso é importante para juntar ao Algarve e à Madeira, que são destinos que os britânicos já conhecem bem. Não só porque começam a ser city-breaks, mas porque a nossa experiência diz-nos que a seguir à descoberta das cidades vem a possibilidade de levar as pessoas para fora das cidades, nas suas regiões limítrofes, como o Alentejo e o Douro», acrescentou.