O Governo, através do ministro da Presidência, dirigiu esta quinta-feira um apelo aos pilotos da TAP que para que deixem "de olhar para o seu umbigo" e pensem na empresa e no país.

"A única coisa que eu diria, na véspera do início da greve programada pelo sindicato, era um apelo aos pilotos da TAP para que deixassem de olhar para o seu umbigo, olhassem para a empresa e olhassem para o país", declarou o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.

Antes, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares considerou que já estava "muito dito, pela parte do Governo, pela parte de outras entidades" sobre a greve de dez dias convocada pelo sindicato de pilotos da TAP.

"Até o líder da oposição, que andou silenciado durante imenso tempo sobre esta matéria, ontem [quarta-feira] resolveu pronunciar-se sobre esta matéria também", referiu Marques Guedes.

O secretário-geral do PS considerou na quarta-feira que a greve na TAP é “mais um mau contributo” para a situação da empresa: “Tenho de manifestar apreensão pela situação, e desgosto por não ter sido possível até agora encontrar-se uma solução que evite a greve e que evite a prossecução de uma privatização que nos termos em que está a ser feita não contribui nem para bom sucesso da TAP nem da economia nacional”, afirmou António Costa.

Os pilotos da TAP convocaram uma greve de dez dias com início na sexta-feira por divergências com a tutela, numa altura em que a empresa está num processo de privatização.

Entretanto o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil convocou uma conferência de inprensa para as 20:00, mas não adiantou mais pormenores.

Várias vozes se têm levantado contra a greve. Esta quinta-feira foi a vez de Paulo Portas e de Cavaco Silva. A TAP já veio pedir desculpa aos passageiros.

Cerca de 3 mil voos e 300 mil passageiros poderão ser afetados pela greve de dez dias dos pilotos da TAP, que se inicia na sexta-feira, para defender os direitos da classe, caso a adesão ao protesto seja elevada.