A Allianz confirmou esta quarta-feira que será a principal seguradora a cobrir os custos resultantes do acidente com o Avião da Germanwings, que se despenhou esta terça-feira na região dos Alpes franceses e que custou a vida a 150 pessoas, escreve o «El País».

As compensações a pagar vão depender, em parte, das causas do acidente, mas antecipa-se uma indemnização milionária.

Segundo o Protocolo de Montreal, que tem entre os países signatários os Estados-membros da união Europeia, «o transportador é responsável pelo dano causado em caso de morte ou de lesão corporal de um passageiro pela única razão de que o acidente que causou a morte ou lesão produziu-se a bordo da aeronave durante qualquer das operações de embarque ou desembarque».

Sendo que quatro das vítimas mortais eram tripulantes, cujas normas são diferentes, as 146 mortes custariam pelo menos 21 milhões de euros. Mas a isto acresce uma indemnização fixada por cada passageiro.

A norma europeia estabelece que os seguros devem cobrir possíveis custos por passageiro de 316 mil euros.

A imprensa alemã assinala que ainda que a indemnização ainda não esteja fixada, a transportadora aérea vai adiantar no prazo de 15 dias 24 mil euros aos familiares por cada entre falecido, para fazer face a possíveis necessidades urgentes. Esse montante irá ser posteriormente descontado aquando da atribuição da indemnização total.

Mas apesar das normas europeias, não quer dizer que os montantes sejam estes: veja-se o que aconteceu no acidente da Spanair em 2008. A empresa fixou as indemnizações tendo em conta a lei espanhola e o caso está agora em tribunal. A empresa oferecia 4,7 milhões de euros, enquanto os 32 afetados pedia 43 milhões de euros de indemnização.