A companhia aérea easyJet anunciou esta quarta-feira quatro novas rotas entre o Porto e Manchester, Bristol, Nantes e Londres (Luton), operacionais a partir do final de março de 2015, na sequência da abertura de uma base operacional naquele aeroporto português.

«Com a criação desta base e novas rotas vamos disponibilizar no mercado mais 200 mil lugares no ano fiscal que vai de outubro a setembro, mais 23% do que no exercício anterior», afirmou o diretor comercial da easyJet Portugal, José Lopes, em conferência de imprensa no Porto.

Em 2015, a companhia low cost britânica propõe-se ultrapassar um milhão de passageiros transportados de e para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, pretendendo para isso «melhorar os horários de todas [as rotas] já existentes a partir do Porto» e abrir, «em breve», outras novas ligações.

Com a entrada em operação das quatro novas rotas, a easyJet passa a ligar 10 destinos ao Porto, cuja nova base – com dois aviões A320 estacionados - representa um investimento de 80 milhões de euros e a criação de 80 postos de trabalho diretos.

Já com uma base operacional em Lisboa e 25 em toda a Europa, a easyJet diz «acreditar no Porto e na região Norte como um destino de grande atração» na Europa, nomeadamente ao nível do turismo de negócios.

Os voos entre o Porto e Londres (Luton), Bristol e Manchester terão três frequências semanais, enquanto para Nantes a easyJet voará quatro vezes por semana.

Além destes novos destinos, a low cost já voa entre o Norte de Portugal e Londres (Gatwick), Basileia, Genebra, Lyon, Paris e Toulouse.

Presente em Portugal desde 1999 e desde 2007 no Aeroporto do Porto, a easyJet tem uma base em Lisboa desde 2012, com quatro aviões estacionados e 143 colaboradores, voando ainda para os aeroportos da Madeira e de Faro.

Reclamando uma quota de mercado de 12% em Portugal e de 11% no Porto, o que faz dela a terceira maior companhia aérea do país, a easyJet transportou quatro milhões de passageiros de e para Portugal este ano (mais 3% do que em 2013) e perto de 800 mil passageiros de e para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

«Estamos sempre atentos à evolução do mercado e à apetência pelos nossos voos. A partir do momento em que estabelecemos uma base no Aeroporto do Porto todo um portfólio de voos para novos destinos passa a ser possível», afirmou José Lopes.

Questionado pelos jornalistas, o diretor comercial admitiu que a companhia tem, nomeadamente, «um interesse muito grande» no destino Açores, onde atualmente o codeshare (partilha de voos) da TAP e da SATA não deixa espaço à entrada de outras companhias aéreas no arquipélago.

Também presente na conferência de imprensa, Luís Matoso, do conselho diretivo do Turismo de Portugal, defendeu que «a captação de turistas não se faz com campanhas de comunicação», tendo «a captação de rotas aéreas e a cadeia de distribuição 90% de importância para os fluxos trazidos para o país».

Para o responsável, justifica-se por isso o apoio de 450 mil euros a canalizar pelo Turismo de Portugal nos próximos dois anos para a promoção das quatro novas rotas da easyJet no Porto.

«O Porto é, talvez, a região do país com maior potencial de crescimento [turístico] nos próximos anos. O país não se pode limitar a ter só um destino urbano [Lisboa] e o Porto pode ter essa complementaridade», sustentou Luís Matoso.