A intersindical do pessoal de terra de três aeroportos do Rio de Janeiro anunciou, esta noite, uma greve de 24 horas.

A greve inicia-se às 00:00 (04:00 em Lisboa) precisamente no dia em que arranca o Mundial de futebol, no Brasil, com a partida inaugural entre o Brasil e a Croácia.

Os trabalhadores de terra prometeram assegurar 80% do serviço, mas tal não evitou, porém, os receios relativamente a atrasos, dado que, por esta altura, milhares de turistas viajam para o Brasil para o Mundial de futebol, que arranca hoje em São Paulo, e cujo primeiro jogo no Rio de Janeiro está marcado para domingo.

A intersindical Simarj decidiu avançar com a paralisação para reivindicar aumentos salariais e melhorias das condições laborais.

«Nós somos brasileiros e continuamos a apoiar o Brasil, mas é nosso dever lutar pelos trabalhadores que reivindicam aumentos de 10 a 12% e um bónus para o Mundial», disse o presidente do sindicato, Rui Pessoa, em declarações à agência AFP.

Após nove meses de intensas negociações e por causa da intransigência das organizações patronais (a contraproposta de aumento salarial é de 8%), o sindicato do pessoal de terra do Rio convocou a greve nos aeroportos de Santos Dumont, António Carlos Jobim (ou Galeão) e de Jarcarepagua, explicou o dirigente sindical.

Mesmo sendo parcial, o mesmo responsável acredita que a greve terá impacto face ao aumento do número de voos adicionais no Rio de Janeiro por ocasião do Mundial de futebol.

Segundo o Simarj, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou quase 20 mil voos adicionais durante o Mundial e, só no Rio de Janeiro, serão dois mil a mais, indica a imprensa brasileira.

Em comunicado, a Anac indica estar a acompanhar a situação e os eventuais impactos nas operações, explicando que «as empresas possuem planos de contingência elaborados para o período da Copa», a qual decorre entre 12 de junho e 13 de julho.