A comissão de inquérito ao Grupo SATA no parlamento dos Açores retomou esta quinta-feira os trabalhos após as férias, com a audição do diretor do gabinete de relações laborais da empresa, que solicitou que a mesma decorresse à porta fechada.

Na intervenção prévia, João Melo evocou o dever de confidencialidade e sigilo profissional enquanto trabalhador da transportadora aérea para solicitar aos deputados que a audição decorresse sem a presença dos jornalistas, o que ocorreu pela primeira vez no âmbito desta comissão parlamentar de inquérito.

A comissão de inquérito ao Grupo SATA foi proposta pela bancada do PSD e subscrita por toda a restante oposição. Tem como objetivo apurar as responsabilidades pela situação financeira em que se encontra a companhia aérea açoriana, que teve prejuízos de 35 milhões de euros em 2014.

O presidente da comissão, o deputado socialista André Bradford, referiu que o regime jurídico das comissões de inquérito nos Açores são por norma públicas, salvo se houver matérias em segredo de justiça ou o depoente se opuser à publicidade da audição.

Nesta comissão parlamentar já foram ouvidos o atual presidente do conselho de administração, Luís Parreirão, assim como dois antigos administradores, António Cansado e António Gomes de Menezes, entre outras pessoas ligadas à SATA.

A última audição antes das férias ocorreu a 23 de julho, tendo sido ouvida a representante dos trabalhadores no conselho de administração da SATA.

Os trabalhos prosseguem esta tarde, em Ponta Delgada, com a audição da inspetora regional do Trabalho, Lina Freitas.

O mandato desta comissão parlamentar de inquérito termina a 27 de dezembro.