O presidente executivo da Air France reafirmou esta quinta-feira que a empresa poderá suprimir 2.900 empregos, se não chegar a acordo com os sindicatos dos trabalhadores até ao final do ano para aumentar a produtividade da companhia aérea.

O presidente executivo da Air France, Frederic Gagey, informou os representantes dos trabalhadores de que, aconteça o que acontecer, no próximo ano a empresa terá de reduzir 1.000 postos de trabalho, através de saídas voluntárias, na sua maioria reformas antecipadas.

Numa declaração à comunicação social citada pela agência noticiosa espanhola EFE, Frederic Gagey afirmou que o despedimento a 2.900 trabalhadores, caso não se chegue a um compromisso para reduzir custos operacionais, em especial com os pilotos, ainda este ano, é inevitável.

Recorde-se que o sindicato dos pilotos recusou aumentar a carga horária sem uma subida dos salários. Terminaram no dia 2 as negociações entre o sindicato e a empresa. Três dias depois, Xavier Broseta, director de recursos humanos da Air France, foi agredido por funcionários. Também o presidente executivo da empresa, Frédéric Gagey teve de abandonar rapidamente a reunião da direção da empresa, que foi convocada para apresentar o plano de reestruturação da empresa que inclui o corte de 2.900 postos de trabalho.