A troika regressa hoje a Portugal para a décima avaliação do programa, e em cima da mesa deverá estar o emprego, onde a troika pede mais e o Governo defende que o setor privado já fez o ajustamento salarial.

Esta será a antepenúltima avaliação deste programa de resgate, que termina em junho do próximo ano, e em causa estará mais um desembolso de 2,7 mil milhões de euros.

Em cima da mesa, o Governo já admitiu que pode vir a estar novamente o emprego, com Maria Luís Albuquerque e Paulo Portas a defenderem publicamente que o setor privado já fez o seu ajustamento salarial.

A verdade é que a troika nos relatórios produzido sobre a oitava e nona avaliações, que decorreram em conjunto na segunda metade de setembro, mostraram a sua insatisfação com o programa de reformas estruturais, afirmando que transmitiram isso mesmo ao Governo, dizendo que este «pode não ser suficiente ambicioso».

A troika continua a defender mais flexibilidade salarial, em especial nos salários mais baixos entre os menos qualificados, como forma de dar um impulso à criação de emprego.

O Governo terá defendido junto da missão que é necessário mais tempo para se verem os resultados das reformas.

O acordo alcançado entre a troika e o Governo foi de fazer novos esforços para identificar distorções causadas por políticas do passado e outras áreas para potenciais reformas prioritárias.

Entre estas, estão duas áreas que o FMI muito tem defendido que precisam de mais mudanças profundas: o mercado de trabalho e a energia, algo a ser discutido nesta avaliação.

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse numa comissão parlamentar na passada sexta-feira que entre os temas desta avaliação estarão também o fecho da execução orçamental deste ano, as alterações que foram feitas à proposta de Orçamento do Estado para 2014 no processo de especialidade que decorreu no Parlamento, mas também questões ligadas ao licenciamento, uma avaliação dos sistema financeiro e o estatuto dos reguladores setoriais.

Entretanto, a troika já marcou duas das reuniões que terá durante esta revisão: no dia 11 de dezembro reúne-se com os parceiros sociais e dia 12 com os deputados da comissão parlamentar de acompanhamento das medidas do programa de assistência.