O valor médio de avaliação bancária das casas, feita pelos bancos para efeitos de concessão de empréstimos, aumentou 1,8% em junho ou 18 euros, face ao mês anterior, para 1.014 euros/metro quadrado (m2). No entanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o valor caiu 2,4%, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, o valor médio de avaliação subiu 2,5% e 1,0%,respetivamente, em junho, face ao mês anterior, enquanto as variações homólogas fixaram-se em -3,2% e -2,1%. Os valores de avaliação registados nestas áreas foram 1.197 euros/m2 e 944 euros/m2.

Por tipologias, nos apartamentos o valor médio de avaliação bancária aumentou 20 euros/m2, face ao mês anterior, fixando-se em 1.051 euros/m2, sendo que os aumentos observados nas regiões de Lisboa, do Norte e do Centro determinaram a variação agregada.

A Região Autónoma da Madeira apresentou a única diminuição mensal, de 1,2%, em junho, correspondente a um valor de avaliação de 1.210 euros/m2. Quando comparado com o período homólogo, o valor médio de avaliação dos apartamentos diminuiu 1,2%.

Já o Algarve destacou-se por registar a redução homóloga mais acentuada do valor médio de avaliação (menos 72 euros e uma variação de -5,5%) e apenas nos Açores se verificou um aumento, 4,8%, para um valor médio de avaliação de 1114 euros/m2.

Segundo o INE, o valor médio de avaliação para as tipologias de apartamentos T2 e T3 foi de 1.034 euros/m2 e 1.003 euros/m2, «aumentando 14 euros (1,4%) nos T2 e 23 euros (2,3%) nos T3, comparativamente a maio».

Nas moradias, o valor médio de avaliação bancária para o total do país fixou-se em 948 euros/m2, correspondente a uma subida em cadeia de 1,8% face a maio e diminuição homóloga de 4,7%, «em resultado das diminuições homólogas registadas em todas as regiões NUTS II».

As moradias de tipologia T3 e T4 registaram valores médios de avaliação de, respetivamente, 932 euros/m2 e 954 euros/m2, a que corresponderam aumentos mensais de 7 e de 18 euros/m2 e taxas de variação de 0,8% e 1,9%.

Numa análise por regiões NUTS III, registaram-se aumentos em 13 das 30 regiões analisadas, entre maio e junho, tendo a subida mais intensa ocorrido na região do Pinhal Interior Sul (13,8%) e a maior descida mensal na região da Serra da Estrela (-9,2%).