«Já é público que a Autoridade Tributária desmentiu essas notícias. Não há nenhuma bolsa VIP».

Passos Coelho respondia a uma pergunta do líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, que lamentou o «ambiente de intimidação» aos funcionários do Fisco.

 

«No que respeita a mim próprio, nunca agi pedindo à Autoridade Tributária a instauração de qualquer processo disciplinar ou sequer uma investigação».

O primeiro-ministro assegurou que só soube que tinham consultado o seu processo pelas notícias.

 

«Sempre que apareceram notícias sobre essa matéria foi por aí que tive conhecimento de que, eventualmente, havia pessoas profissionais da administração tributária que consultavam o meu processo. Fiquei a saber que não era só o meu caso, mas também de muitos outros».

Durante o debate quinzenal no Parlamento, Passos Coelho lamentou «profundamente» a sua dívida à Segurança Social, mas rejeitou demitir-se do cargo.

Enquanto dava explicações, o primeiro-ministro foi interrompido por um protesto nas galerias da Assembleia da República.