A Volkswagen suspendeu Frank Tuch, chefe do controlo de qualidade do grupo, após o escândalo de fraude nas emissões de gases poluentes.

Tuch, que foi suspenso na semana passada, não foi acusado de nenhum crime e não possui até agora ligação aparente com o caso, adiantou fonte à agência Efe.

Tuch não trabalhava para a Volkswagen em 2008, quando se acredita que os diretores da companhia tenham decidido instalar o dispositivo que falsificava os índices de emissões de gases dos motores a diesel quando estavam a ser submetidos a testes ambientais.

A 18 de setembro foram conhecidos publicamente os resultados de testes a emissões poluentes de viaturas equipadas com motores ‘diesel’ do grupo Volkswagen, relativamente às marcas Volkswagen, Audi, Seat e Sköda, concluindo-se pela existência de viaturas equipadas com um dispositivo que permite a manipulação de informação relativa a emissões poluentes. 

A fabricante alemã admitiu que cerca de  11 milhões de carros são suspeitos de estarem envolvidos no escândalo da manipulação de dados sobre emissões.  

O escândalo levou à demissão do presidente executivo do grupo, Martin Winterkorn, que foi substituido por Matthias Müller, que até à data liderava os destinos da Porsche.