O Ministério Público francês abriu um inquérito preliminar à Volkswagen por suspeitas de burla agravada, avança a Reuters, citando o gabinete do procurador.

Já no dia 30 de setembro, a ministra do Ambiente, Ségolène Royal, anunciou que o governo francês vai pedir o reembolso das ajudas públicas pagas pela compra de veículos, na sequência do escândalo da manipulação das emissões poluentes dos motores a diesel da marca alemã. 

A Volkswagen provocou na semana passada a indignação mundial quando admitiu que  11 milhões de carros a diesel em todo o mundo estão equipados com os chamados dispositivos de descativação que ativam controlos de poluição durante os testes, mas automaticamente os desligam quando o carro está em condução.

A marca disse ainda que está "a pôr de lado" 6,5 mil milhões de euros para fazer face a custos de serviços e outras despesas relacionadas com esta situação e referiu ainda que espera restabelecer a confiança com os consumidores.  

O escândalo levou à demissão do presidente executivo da empresa, Martin Winterkorn.  Foi substituído por  Matthias Müller, até à data presidente da Porsche.

A 22 de setembro soube-se que as autoridades dos Estados Unidos abriram uma investigação criminal contra o grupo.