O grupo Volkswagen está a investigar as versões anteriores do motor a gasóleo EA 288, para verificar se contêm o kit fraudulento de manipulação de emissões, que está na sequência do escândalo que tem afetado as marcas do fabricante.

Segundo a Europa Press, o comunicado do grupo alemão surge na sequência da agência de notícias alemã, Deutsche Presse Agentur , ter revelado que existem versões anteriores de motores que podem conter o kit de manipulação de emissões.

Até à data, sabe-se que o software estava presente nas versões 1.2, 1.6 e 2.0 litros do motor EA 189. A própria Volkswagen admitiu que o número de veículos afetados rondaria os 11 milhões.

O grupo rejeitou entretanto que as versões de motores a gasóleo mais modernas EA288, ainda fabricados sobre a norma de emissões Euro 5, tenham sido objeto de manipulações.

Um porta-voz do construtor automóvel alemão, citado pela Efe, disse que a empresa fez uma revisão exaustiva a esses veículos e comprovou-se que não tinham instalado qualquer software destinado a manipular emissões poluentes.

Na semana passada o grupo anunciou que vai chamar à revisão 8,5 milhões de carros afetados na Europa. Já esta quarta-feira, o grupo  decidiu retirar dos stands europeus carros a gasóleo novos que possam estar afetados com o kit fraudulento. Em Portugal, apurou a TVI, são mais de 200 veículos que ficam retidos nos stands.

A 18 de setembro foram conhecidos publicamente os resultados de testes a emissões poluentes de viaturas equipadas com motores diesel do grupo Volkswagen, relativamente às marcas Volkswagen, Audi, Seat e Sköda, concluindo-se pela existência de viaturas equipadas com um dispositivo que permite a manipulação de informação relativa a emissões poluentes.   

O escândalo levou à demissão do presidente executivo do grupo,   Martin Winterkorn, que foi substituido por   Matthias Müller, que até à data liderava os destinos da Porsche.