A Suíça proibiu a venda automóveis novos da Volkswagen, porque poderão estar equipados com motores a diesel que permitem manipular a emissão de gases poluentes.

A medida surge depois do escândalo que afetou o grupo, que já admitiu a manipulação de dados de emissões, que terão afetado 11 milhões de carros.

A proibição, que não se aplica aos automóveis já em circulação, abrange as marcas Audi, Seat, Skoda e Volkswagen, produzidos entre 2009 e 2014, e que possuem motores diesel 1.2 TDI, 1.6 TDI e 2.0 TDI.

O país anunciou a constituição de um grupo de trabalho para identificar quais os veículos envolvidos no escândalo das emissões.

A Volkswagen confirmou esta sexta-feira que Matthias Müller é o novo presidente executivo do grupo. O presidente da Porsche já tinha sido apontado esta quinta-feira como o sucessor de Winterkorn,  que se demitiu depois do escândalo que assolou o setor automóvel. A confirmação surge depois da reunião do conselho de supervisão do grupo, que escolheu o sucessor que irá passar a gerir os destinos da Volkswagen e o escândalo da manipulação de emissões. 

Também na sexta-feira a Agência Ambiental dos Estados Unidos indicou que o grupo Volkswagen não recebeu luz verde das autoridades norte-americanas para vender os seus modelos 2016 de viaturas a diesel naquele país.

A Comissão Europeia (CE) pediu este sábado aos países da União Europeia para cooperarem nos testes de medição dos carros Volkswagen em termos de emissões poluentes.

Espanha já disse entretanto que vai exigir à Seat que devolva as ajudas estatais, apesar de o grupo Volkswagen lhe ter assegurado que vai manter os investimentos previstos para Espanha.