O diretor-geral da PSA Peugeot Citroën Mangualde, Hamid Mezaib, destacou esta sexta-feira a importância do tecido empresarial português no contexto da indústria automóvel ibérica, afirmando o empenho do grupo em “reforçar” um cluster nacional que “tem muito futuro”.

“Estamos a criar um cluster automóvel em Portugal que nos vai permitir potenciar ainda mais o setor, pelo que estamos muito otimistas relativamente à sua evolução futura”, afirmou Hamid Mezaib em declarações à agência Lusa à margem de um almoço/debate sobre A PSA Mangualde e a Indústria Automóvel em Portugal, promovido esta sexta-feira no Porto pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.

Destacando a importância do setor automóvel português no contexto da “indústria automóvel ibérica”, o responsável disse existirem já atualmente em Portugal “fornecedores muito importantes, que são operadores globais”, sendo que a tendência é para que o seu número aumente ainda mais.

“Estamos a trabalhar para que haja ainda mais operadores globais que possam incorporar-se na indústria automóvel portuguesa”, disse à Lusa, explicando que para a PSA “a integração local é um desafio” e “está a avançar bastante bem”.

De acordo com Hamid Mezaib, “todos os atores do cluster automóvel em Portugal estão unidos na vontade de fazerem crescer o tecido empresarial já existente”, não somente no que se refere aos operadores globais, “mas também aos fornecedores mais pequenos que, amanhã, vão ter mais visibilidade e aceder à construção de peças para construtores mundiais”.

Com 50 anos de história e cerca de 750 trabalhadores, a fábrica da PSA em Mangualde é descrita pelo diretor-geral como “uma referência no país” e “uma empresa líder do interior”, dedicada à produção do Peugeot Partner e do Citroën Berlingo, que a prazo serão substituídos pelo novo modelo Citroën K9.

Embora fazendo depender o eventual crescimento da produção em Mangualde da “aceitação do mercado” ao novo modelo, Hamid Mezaib sublinhou ser intenção da empresa “tudo fazer para que a competitividade de Mangualde se mantenha no topo [do ‘ranking’] das fábricas do grupo" e afirmou a “vontade de reforçar o tecido nacional de fornecedores de forma a permitir o crescimento de todo o valor agregado que está a ser gerado no país”.