A CREL foi a autoestrada da Brisa (BCR) com a maior perda de tráfego em 2013, ano em que as 11 vias da concessão registaram, em conjunto, uma redução de tráfego de 2,6%.

De acordo com o relatório e contas de 2013 da BCR, esta quinta-feira enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), nas 11 autoestradas «o Tráfego Médio Diário Anual (TMDA) foi de 15.453 veículos», um volume que, face a 2012, «representa uma diminuição de procura de tráfego de -2,6%».

«Ao nível dos quilómetros percorridos na rede (circulação), esta variação foi de -2,8% em virtude do dia a menos de fevereiro de 2013 face a 2012», lê-se no documento.

As 11 autoestradas da Bris são: A1 - Autoestrada do Norte, A2 - Autoestrada do Sul, A3 - Autoestrada Porto/Valença, A4 - Autoestrada Porto/Amarante, A5 - Autoestrada da Costa do Estoril, A6 - Autoestrada Marateca/Elvas, A9 - CREL (Circular Regional Externa de Lisboa), A10 - Autoestrada Bucelas/Carregado/IC13, A12 - Autoestrada Setúbal/Montijo, A13 - Autoestrada Almeirim /Marateca e A14 - Autoestrada Figueira da Foz/Coimbra.

Em 2013, «a CREL (...) foi a autoestrada que registou a maior perda de tráfego de toda a concessão», sendo que «parte desta perda tem a ver com o efeito de transferência de tráfego para o IC17 (CRIL) que, apesar de ter sido finalizado em 2012, continuou em 2013 a captar viagens que anteriormente usavam a autoestrada A9», segundo o relatório.

Na CREL (A9), a circulação (quilómetros percorridos) baixou 7,4%.

«Também devido à crise económica que o país atravessa, as restantes autoestradas mais relacionadas com viagens pendulares e de serviço também perderam procura (exceto a A4), embora com menor intensidade», refere a BCR.

Na A1 a queda da circulação foi de 2,8%, na A2 a descida foi de 3,8%, na A3 a redução foi de 2,4%, na A5 a diminuição foi de 1,6% e na A6 de 2,8%.

Na A10 a quebra foi de 5,2%, na A12 de 2,8%, na A13 de 5,6% e na A14 de 2,9%.

Já a A4 registou um aumento de 0,5%.

Por tipo de veículo, «a avaliação da distribuição de tráfego [...] revela perdas superiores nos veículos pesados, que registaram uma diminuição de procura de 5,4%, ao passo que os veículos ligeiros apresentaram uma perda de 2,7%», de acordo com o documento.

Em 2013, a BCR registou um lucro de 27,5 milhões de euros, uma quebra de 0,7% em relação a 2012, tal como foi divulgado pela empresa a 26 de fevereiro.