O diretor-geral da Autoeuropa afirmou esta sexta-feira que a aposta da fábrica de automóveis na rede ferroviária «continua de pé» e que o transporte foi suspenso até que a França consiga garantir que não há atrasos nas ligações.

António de Melo Pires falava aos jornalistas durante a apresentação do novo Scirocco, automóvel produzido na Volkswagen Autoeuropa desde 2008, num evento que contou com a presença do secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves.

«A aposta que fizemos na rede ferroviária continua de pé. Provámos que é possível transportar mercadorias de forma mais económica do Norte da Europa para Portugal com esta experiência que fizemos durante cerca de um ano», disse o diretor-geral da fabricante de automóveis de Palmela, subsidiária do grupo alemão Volkswagen.

«Conseguimos provar que mesmo com o sistema de bitola diferente conseguíamos ter 15% de redução no custo de mercadorias», acrescentou.

O responsável explicou que o comboio que vem da Alemanha foi suspenso devido a obras que neste momento a França está a fazer relativamente à rede ferroviária, «que implicavam constantes atrasos».

Por isso, a ligação «foi suspensa até que a França consiga garantir que o comboio passe na slot determinada e que não sofra atrasos, evitando assim prejuízos ao operador logístico e a nós», disse, acrescentando que a «aposta continua de pé e é uma prova que tem futuro».

Relativamente ao transporte por via ferroviária até ao porto de Setúbal, que foi interrompido, o diretor-geral disse que isso tem «a ver com um problema de caráter comercial com a CP Carga e a Refer».

«Estamos a tentar resolver» a situação, disse, reiterando que a aposta no transporte ferroviário «não é só uma questão de redução de custos», mas também de «impacto ambiental», recordando que a partir de 2015 as empresas vão passar a ser taxadas pelas emissões de CO2.