O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, sublinha que há um «risco enorme» que se avizinha para a sustentabilidade das contas das autarquias, devido à extinção, a prazo, do Impostos Municipal sobre Transações.

Numa entrevista ao «Diário Económico», o socialista defende que a situação deve ser revertida pelo Governo e sugere que os municípios tenham participação direta nas receitas do IVA.

Para a autarquia da capital, por exemplo, a receita do IMT terá representado 120 milhões de euros em 2014, cerca de 20% do orçamento.

«Defendo que o IMT não pode acabar sem uma contrapartida. Estamos totalmente abertos à discussão de modelos de financiamento alternativos, aliás, temos feito propostas nesse sentido. Seria mais adequado até que os municípios tivessem participação direta nas receitas do IVA. O que não pode haver aqui, diretamente, é retirar uma receita desta importância e dizermos “não há substituto”», afirma o responsável.