O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova disse esta terça-feira já ter comunicado à tutela a disponibilidade de assumir todos os encargos com a repartição de Finanças que funciona em instalações arrendadas à autarquia.

«Não vamos fazer nenhuma revolução, mas sim protestar por mais uma vez fecharem serviços em Idanha-a-Nova. A Câmara já se disponibilizou para assumir os encargos com as instalações», disse hoje à agência Lusa Armindo Jacinto.

O autarca reagiu assim à notícia de que o Governo se comprometeu a encerrar metade das repartições de Finanças do país até final de maio.

«O Estado vem contribuir com mais do mesmo para os territórios de baixa densidade, ou seja, fechar serviços, o que faz com que as pessoas abandonem estes territórios», adiantou.

Armindo Jacinto referiu que se fecharem mais estes serviços «está-se mais uma vez a penalizar 50% do território do país» e sublinhou que «para fixar populações e captar investimentos para estes territórios não é assim que se consegue».

«O Estado não fala com os municípios sobre estes assuntos. Só é possível contribuir para o desenvolvimento do país mantendo estes serviços nos territórios de baixa densidade. A manter e a concentrar tudo no litoral, o Estado está a empobrecer o país», disse o autarca.

De acordo com o memorando de políticas económicas e financeiras que acompanha o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a 11.ª avaliação do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), o executivo escreve que pretende «estabelecer até ao final de 2014 um departamento dedicado aos serviços do contribuinte para unificar a maioria dos serviços» e «melhorar a relação [dos contribuintes] com a administração» fiscal.

«Como parte desta reorganização, 50% das repartições locais de finanças vão ser encerradas até ao final de maio de 2014», lê-se no mesmo documento.