A greve de 24 horas na empresa Transportes Sul do Tejo (TST) está a registar uma «forte adesão», disse à Lusa fonte do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

«Nesta altura estamos com uma forte adesão à greve e podemos avançar com cerca de 90% de adesão. A greve está a ter um maior impacto nas zonas de Almada e Seixal, mas também nas zonas de Setúbal e Montijo», disse à agência Lusa João Saúde, do STRUP, cerca das 09h00.

Os trabalhadores da TST estão a realizar uma greve de 24 horas, que começou às 03:00, e vão realizar esta manhã um plenário na sede da empresa no Laranjeiro para discutir a caducidade do acordo de empresa (AE) e novas formas de luta por aumentos salariais.

«Vamos realizar o plenário e o mais provável é que sejam endurecidas as formas de luta na empresa. É também expectável que a greve se mantenha ao longo do dia, como previsto», acrescentou o sindicalista.

A Lusa contactou a TST mas a empresa remeteu para mais tarde esclarecimentos sobre os impactos da greve de hoje.

A TST opera na Península de Setúbal e abrange os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Também nas carreiras da Rodoviária de Lisboa - que opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira - poderão registar-se perturbações no final da manhã, apesar de estar também convocada para o dia de hoje uma greve de 24 horas.

Em declarações à agência Lusa, António Fernandes, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), explicou que o pré-aviso de greve foi apresentado para que os trabalhadores pudessem assistir ao plenário que vai ser realizado às 11:00 em frente à sede da Rodoviária, em Lisboa.

«Durante a manhã o serviço na Rodoviária de Lisboa está a ser feito normalmente, embora possam existir alguns casos pontuais de trabalhadores que tenham optado por não trabalhar durante todo o dia de hoje. Nós pedimos as 24 horas para que tanto os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, como da Rodoviária do Tejo pudessem assistir ao nosso plenário», esclareceu.

O sindicalista explicou que, em termos práticos, os efeitos da paralisação só se farão sentir durante a realização do plenário, uma vez que terminado «os trabalhadores irão retomar o seu trabalho».

Os trabalhadores mais de 750 trabalhadores da Rodoviária de Lisboa protestam o corte nos salários e no trabalho extraordinário.

A empresa possui 375 viaturas, que servem cerca de 400 mil habitantes e transportam 200 mil passageiros por dia.