A Grécia vive esta quarta-feira a sua quinta greve geral do ano contra as medidas de austeridade do Governo de Andonis Samarras, uma paralisação que, tal como as anteriores, afeta essencialmente o setor público.

Os controladores aéreos farão uma greve de três horas, entre as 12:00 e as 15:00 (entre as 10:00 e as 13:00 em Lisboa) e a paralisação do pessoal do aeroporto estende-se até às 16:00 (14:00 em Lisboa), o que provocou alguns cancelamentos e atrasos de vários voos.

O aeroporto de Atenas registou atrasos de cerca de 20 voos internacionais e de mais de 40 voos domésticos.

Os hospitais gregos estão hoje apenas a oferecer serviços mínimos e as escolas, universidades, tribunais e a maior parte dos serviços públicos estão encerrados.

A greve, convocada pelas duas principais confederações sindicais, a GSEE, que representa o setor privado, e a ADEDY, representante do setor público, pretende ser um protesto contra uma série de medidas aprovadas pelo Governo.

Os representantes sindicais exigem nomeadamente a abolição da parte do imposto sobre bens imóveis que se introduziu de forma transitória e que uma nova lei prevê o seu estabelecimento permanente, bem como a manutenção da moratória sobre os despejos, que será levantada a partir do próximo ano.

A greve coincide com a nova visita dos representantes da troika a Atenas para analisarem os progressos da Grécia no cumprimento do programa de reformas e de cujo veredicto depende a atribuição de uma nova tranche de ajuda de 1.000 milhões de euros.