A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) manifestou hoje no parlamento apreensão quanto ao aumento da idade da reforma para os 66 anos, por temer que a medida impeça a renovação empresarial.

«Compreendemos a necessidade do aumento da idade de reforma mas consideramos que isso deve ser feito de outra maneira, com mais tempo e de forma mais ponderada», disse o vice-presidente da CCP Marcelino Pena Costa, na Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho.

A Comissão Parlamentar de Segurança Social e Trabalho ouviu hoje a CCP sobre a alteração da Lei de Bases da Segurança Social, que vai levar ao aumento da idade de reforma para os 66 anos em 2014, depois de ter recebido na semana passada a CGTP, a UGT e a CIP no âmbito da ronda de audições que precede a discussão da alteração legislativa na especialidade.

O dirigente da CCP resumiu a posição da confederação patronal em metade dos 10 minutos que lhe foram atribuídos para iniciar a audição, considerando a alteração legislativa «extraordinariamente importante» para «uma boa visão e gestão empresarial».

«Concordamos que a pensão de velhice seja adequada à esperança média de vida mas gostávamos que a alteração fosse feita de outra forma, sobretudo tendo em conta o atual nível de desemprego. Para as empresas o aumento da idade de reforma não favorece a renovação de ativos», disse Pena Costa.

Pena Costa defendeu «uma reforma mais abrangente e deferida no tempo».

Defendeu ainda o direito à reforma para quem tenha 40 anos de contribuições para a Segurança Social.

A audição da CCP, que durou 45 minutos, foi sobretudo marcada por trocas de acusações e criticas entre a maioria parlamentar e o Partido Socialista.