A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública defendeu esta quarta-feira que o Governo tem de melhorar as remunerações dos funcionários públicos este ano e não assinou com o Ministério das Finanças o protocolo para a segunda fase de negociação.

“O Governo tem de fazer um esforço para melhorar os salários ou, no mínimo, os subsídios de refeição, porque os trabalhadores da Administração Pública estão com salários muito baixos e funções muito desgastantes”, disse aos jornalistas a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, no final de uma reunião com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra.

A sindicalista afirmou que a reposição salarial deste ano não pode ser considerada um aumento salarial porque se trata de “um direito que tinha de ser respeitado”, e lembrou que cerca de 300.000 trabalhadores nem sequer são abrangidos por esse processo, porque não tiveram cortes salariais.

A Frente Comum não assinou o protocolo proposto pelo Ministério das Finanças para prosseguir, a partir de 31 de março, com a negociação de matérias não pecuniárias e apresentou à secretária de Estado a sua própria proposta negocial “com outras matérias, prioridades e calendários”.

A estrutura sindical aguarda uma resposta do Ministério das Finanças e, enquanto não for fechado o orçamento, fica a aguardar um sinal do Governo para dar algo aos funcionários públicos, “nem que seja um aumento do subsídio de refeição”.