O Partido Comunista requereu esta quarta-feira a presença de mais três pessoas na comissão de inquérito ao Banco Espírito Santo e ao Grupo Espírito Santo. Uma delas é o presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos.

O BES foi um dos maiores financiadores da Ongoing, sendo que o grupo foi acionista do banco e tinha uma participação estratégica na Espírito Santo Financial Group, a holding financeira do BES, com uma posição de 2,45%.

No requerimento entregue ao presidente da comissão, Fernando Negrão, os deputados Miguel Tiago, Paulo Sá e Bruno Dias pedem para serem ouvidos, para além do presidente do conselho de administração e da comissão executiva do grupo Ongoing, o seu vice-presidente Rafael Mora, bem como o diretor do departamento de risco do GES, Carlos Calvário.

Quanto aos documentos pedidos, a listagem é a seguinte:

- «Todos os relatórios» de auditorias internas e externas na posse do Banco de Portugal, desde 2000

- A «lista de pagamentos do ramo não financeiro» da ESI, da RioForte, da Espírito Santo Research e da Espírito Santo Control. Um pedido dirigido a essas quatro entidades.

Esta quarta-feira, está a ser ouvido Sikander Sattar, a primeira pessoa a prestar o seu contributo na comissão pela segunda vez, mas em qualidades diferentes. Foi ouvido a 2 de dezembro, enquanto presidente da KPMG Portugal, numa audição em parte à porta aberta, em parte à porta fechada. Hoje, a audição é à porta fechada, enquanto presidente da KPMG Angola. O «segredo bancário» angolano fez com que o pedido fosse deferido pelos deputados.