O ministro da economia considera que foi o fim do programa de assistência financeira a Portugal que abriu condições para que Governo, sindicatos e associações empresariais cheguem a um acordo sobre o aumento do salário mínimo nacional.

UGT propõe salário mínimo de 505 euros, CGTP rejeita

«Eu desejo que essas negociações continuem a progredir em bom sentido, para que esta atualização se possa fazer com efeitos o mais rapidamente possível», adiantou Pires de Lima.

E acrescentou: «Desejo que as negociações para a valorização do salário mínimo nacional, que têm e devem ser feitas em sede de concertação social, continuem a evoluir num sentido positivo».

Questionado sobre se acha que tal será possível de acontecer já com efeitos a partir de outubro, Pires de Lima deixou a resposta para «quem tem a responsabilidade de representar o Governo, os trabalhadores e as empresas, como ontem [terça-feira] foi referido pelo senhor vice-primeiro-ministro [Paulo Portas]».

«É ao ministro Pedro Mota Soares que compete liderar este dossiê», salientou.

E concluiu: «O meu desejo é que as negociações possam continuar a progredir em bom ritmo. Não vou falar de valores, nem de calendários. Mas acho que, com a saída da ¿troika¿, e com estas negociações formais que estão a decorrer em conselho de concertação social, estão reunidas as condições para que se possa chegar a um acordo, que eu espero que seja o mais rápido possível».

O grupo de trabalho que está a discutir o salário mínimo nacional (SMN) reuniu-se esta quarta-feira e, no final do encontro, o secretário de Estado do Emprego, Octávio de Oliveira, afirmou que o Governo quer atualizar esta remuneração , mas antes disso pretende «obter um entendimento generalizado em relação aos parâmetros que estão em apreciação».