O Governo vai ter em conta os valores da inflação disponíveis em dezembro para definir o aumento de pensões e benefícios sociais no próximo ano, indicou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O diploma que define as regras de atualização das pensões e de outras prestações sociais prevê que se tenha em conta a média do crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) dos últimos dois anos, terminados no terceiro trimestre (até final de setembro), e da variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor (IPC), sem habitação.

Esse indicador estará disponível a 10 de dezembro (ou em 30 de novembro, se aquele não estiver disponível à data da assinatura do diploma de atualização).

Questionado à margem de uma conferência da Ordem dos Economistas, em Lisboa, sobre que número da inflação (o de novembro ou dezembro) será usado para a atualização das pensões, Vieira da Silva disse que "provavelmente o que é mais correto é usar a mesma lógica seguida no ano passado para não introduzir fatores artificiais de fixação do valor".

O ministro já tinha anunciado que cerca de 3,6 milhões de pensões serão atualizadas em janeiro com aumentos entre 0,95% e 1,7%.

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