O presidente da Comissão Europeia acredita que a Grécia vai continuar a pertencer à zona euro, apesar de ainda não ter sido alcançado um acordo entre o país e os credores. Jean-Claude Juncker diz que, falhar um acordo com a Grécia «vai conduzir a consequências que ninguém imagina»

Numa entrevista ao site «Politico», Juncker assegura: «Estamos preparados para todo o tipo de acontecimentos mas excluo a 100% a saída da Grécia do euro. Não haverá incumprimento».


Jean-Claude Juncker aponta críticas ao governo grego, mas diz que as negociações continuam no caminho certo.

«Já cheguei a perder a paciência. Voltei a ganhá-la e não quero perdê-la outra vez», disse o responsável.


Na sexta-feira, o economista Paul Krugman assegurou em Atenas que a saída da Grécia do euro seria «um inferno» e que a mudança para uma nova moeda teria também «graves consequências» para o país. 

Atenas pode ficar sem dinheiro já nos próximos dias, a menos que receba uma nova tranche de ajuda financeira. O objetivo da Grécia é um financiamento de 7,2 mil milhões de euros, mas o país tem-se deparado com fortes exigências por parte dos credores. 
  
A lista de reformas proposta por Atenas está no centro da análise dos parceiros europeus, uma vez que o governo de Tsipras corre contra o tempo para evitar a falência do país. 
  
Nas últimas semanas a discussão sobre uma possível saída da Grécia da zona euro também tem estado no centro de todas as atenções. 
  
O Grupo de Bruxelas reuniu-se no passado sábado para preparar o encontro informal dos ministros das Finanças da zona euro de dia 24 que será dedicado à questão da Grécia.

O Grupo de Bruxelas é constituído pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Mecanismo Europeu de Estabilidade, Fundo Monetário Internacional (FMI), por parte dos credores, e representantes de Atenas.  

Em Washington, na semana passada, prosseguiram as reuniões da primavera do FMI e do Banco Mundial, com a participação – entre outros – dos comissários europeus para o Euro, Valdis Dombrovskis, e para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, num cenário marcado pelo aumento das pressões sobre a Grécia e pelas preocupações em relação à capacidade de pagamento de Atenas.