A presidente do CDS-PP atribuiu a descida do desemprego à reforma laboral do anterior Governo, esperando que o primeiro-ministro "tenha a coragem" de a manter, e defendeu que aumentar o IRC pode prejudicar a criação de emprego.

Felizmente aí, o senhor primeiro-ministro, que eu critico muitas vezes, tem sabido manter a reforma laboral. Espero que o primeiro-ministro tenha a coragem de manter a legislação laboral tal como ela está, porque é ela que está a permitir criar postos de trabalho e reduzir o desemprego", afirmou Assunção Cristas aos jornalistas.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu em baixa de 0,2 pontos percentuais a taxa de desemprego de julho para 8,9%, o valor mais baixo desde novembro de 2008, estimando para agosto a manutenção do mesmo valor.

Assunção Cristas, que falava numa ação de campanha para a Câmara de Lisboa, aproveitou para alertar contra eventuais subidas do IRC no próximo Orçamento do Estado.

Parece-me que é muito mau sinal, numa altura em que o crescimento económico se dá à conta do investimento das empresas privadas, à conta do aumento das exportações, certamente que estar a mexer só se for para baixo, para cumprir o consenso que ele próprio António Costa rompeu", declarou.

A líder centrista reiterou que o CDS irá novamente insistir nessa reforma, que previa que se atingisse 2019 com uma taxa de IRC de 17%.