O presidente da Associação Portuguesa de Bancos disse esta quarta-feira que todos os portugueses desejam que o Governo tenha capacidade de ação estratégica, muita lucidez e grande realismo, defendendo um clima de confiança junto dos cidadãos e mercados financeiros e políticos.

Faria de Oliveira foi a última das audições de hoje do Presidente da República e, numa declaração sem direito a perguntas, afirmou que "todos os portugueses desejarão que o próximo Governo que vier a ser constituído tenha capacidade de ação estratégica, muita lucidez e grande realismo".

"É fundamental desde logo criar um clima de confiança e de segurança junto dos cidadãos, junto dos mercados, quer se trate de mercados financeiros, quer de mercados políticos", defendeu.

Segundo o presidente da Associação Portuguesa de Bancos "o sistema bancário português estará naturalmente comprometido e empenhado fortemente em apoiar o progresso do nosso país e esta capacidade para financiar os projetos e as empresas de maneira a criar riqueza, independentemente da solução governativa que venha a ser adotada".

Decorreram hoje durante todo o dia, sete audiências separadas sobre a situação política criada após a demissão do XX Governo Constitucional com os presidentes dos principais bancos a operar em Portugal - Millenium BCP, Novo Banco, BPI, Santander Totta, Caixa Geral de Depósitos, Caixa Económica Montepio Geral - e com o presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

Na quinta-feira, Cavaco Silva recebe um conjunto de economistas e, sexta-feira, ouve os representantes dos partidos com assento parlamentar.