A taxa de ocupação por quarto registou uma subida de 6,14 pontos percentuais em novembro passado face ao mês homólogo de 2013, para 50,85%, segundo dados da Associação da Hotelaria de Portugal divulgada esta quarta-feira.

De acordo com o AHP Tourism Monitor, a hotelaria nacional registou um crescimento em todos os indicadores entre janeiro e novembro de 2014, tendo o mês em análise [novembro] ultrapassado «pela primeira vez desde 2007, os 50% na taxa de ocupação».

Todas as categorias de hotel registaram aumentos, com destaque para os hotéis de cinco estrelas, nos quais a variação foi de mais 8,19 pontos percentuais face a novembro de 2013.

O último ano em que se registou uma taxa de ocupação em novembro superior a 50% foi o de 2007, que atingiu o valor histórico de 59,06%, tendo estado sempre em queda desde então, destaca a Associação do setor.
No acumulado, a taxa de ocupação por quarto fixou-se nos 64,48%, representando uma subida de 3,97 pontos percentuais, face ao período homólogo de 2013.

O RevPar (preço médio por quarto disponível) aumentou 9,61%, atingindo os 44,69 euros, e o TrevPar (receita total por quarto disponível) cresceu 9,45% fixando-se nos 65,67 euros.

Os destinos turísticos com a taxa de ocupação por quarto mais elevada foram Lisboa (70,11%), Madeira (67,2%) e Porto (54,84%).

Entre janeiro e novembro de 2014, a receita média por turista no hotel, por mês, aumentou 2,02%, atingindo o montante de 101 euros, e a estadia média foi de 1,93 dias, o que equivaleu a um crescimento de 0,52% face a 2013, segundo a AHP.
«Fazendo para já uma antevisão provisória do ano de 2014 podemos concluir que a performance dos hotéis nacionais vai demonstrar crescimentos bastante evidentes, particularmente na taxa de ocupação, a rondar os 63%», destaca a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira.

De referir ainda que no período em análise, os estrangeiros representaram 70% das dormidas nos estabelecimentos hoteleiros e os portugueses 30%.

Os principais mercados emissores foram, entre janeiro e novembro, o Reino Unido (20,3%), a Alemanha (8,11%), Espanha (7,8%) e França (4,65%).