O ministro irlandês das Finanças admitiu esta segunda-feira, à chegada ao encontro de ministros das Finanças da zona euro, que esta reunião do Eurogrupo é especial, dado assinalar o final de três anos sob programa de assistência.

«Bem, é um dia importante para a Irlanda, porque, depois de termos estado sob assistência durante três anos, hoje é o relatório final da 12º e último exame do nosso programa. Por isso, irei agradecer aos meus colegas e garantir-lhes que continuaremos a seguir políticas que façam crescer a economia e criem empregos», afirmou Michael Noonan, ao chegar à sede do Conselho, em Bruxelas.

O ministro acrescentou que irá realçar os «números muito fortes em termos de emprego e de receitas», assim como o facto de a Irlanda esperar atingir a sua meta de défice de 2013.

A reunião de hoje do Eurogrupo é a última na qual a Irlanda participa ainda formalmente como «país sob programa», depois de, no anterior encontro, a 14 de novembro, o governo irlandês ter anunciado a chamada «saída limpa» do seu programa, ou seja, o regresso aos mercados sem recurso a uma linha de crédito cautelar, na data originalmente prevista, o corrente mês de dezembro (dia 15).

Na ocasião, o ministro irlandês observou que a decisão da Irlanda de não solicitar um programa cautelar para regressar aos mercados não significa que os outros países, designadamente Portugal, tenham de fazer a mesma escolha.

«Se algum outro país, como Portugal por exemplo, o próximo na linha para sair, depois de ouvir os argumentos de ambos os lados, decidir que é melhor ir para um programa cautelar, o facto de a Irlanda ter seguido numa direção não significa que seja um precedente que todos têm que seguir», afirmou então Michael Noonan.

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje, em Bruxelas, no último encontro do ano, sem que esteja prevista qualquer discussão sobre Portugal - que está representado pela ministra Maria Luís Albuquerque -, até porque o décimo exame regular da troika está em curso, com a missão de representantes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional em Lisboa desde a semana passada.

Num encontro que se prevê relativamente curto, os 17 deverão centrar as suas atenções no estado de implementação dos programas de ajustamento na Grécia e em Chipre, devendo ainda dar «luz verde» à última tranche de ajuda à Irlanda.