Os acionistas do grupo Soares da Costa vão reunir-se a 23 de setembro em assembleia de geral para decidir a operação de capitalização da subsidiária dedicada à construção, que passa pela entrada do empresário angolano António Mosquito.

A convocatória para a reunião geral de acionistas tem como ponto único deliberar sobre a capitalização na área de negócio da construção, comunicada ao mercado na semana passada, que passa pela entrada do empresário angolano António Mosquito, através de uma operação de aumento de capital da Soares da Costa Construção em 70 milhões de euros.

A assembleia geral extraordinária está agendada para as 15:00 na sede da empresa liderada por António Castro Henriques, no Porto.

Na semana passada, a Soares da Costa anunciou que acordou com o empresário António Mosquito a operação de capitalização desta subsidiária, que concentra a atividade principal do grupo.

A operação implica um aumento de capital na Soares da Costa Construção, no valor de 70 milhões de euros, a subscrever e realizar integralmente em dinheiro por António Mosquito, que «passará a deter 66,7% do capital da Soares da Costa Construção e a Grupo Soares da Costa os restantes 33,3%».

A realização desta operação, que está ainda sujeita às autorizações de entidades e autoridades externas, deverá «preservar a participação acionista do Grupo Soares da Costa na Soares da Costa Construção, assegurar mecanismos de liquidez da participação (...) e maximizar o fluxo de dividendos».

Ainda em maio deste ano, o empresário Manuel Fino tinha garantido que ia manter a sua participação de perto de 70% na construtora Soares da Costa, mesmo depois de abandonar a presidência do grupo, a 30 de maio.

A Soares da Costa reduziu os prejuízos no primeiro semestre deste ano, para nove milhões de euros, valor que compara com 14 milhões do período homólogo, anunciou entretanto o grupo ao mercado.