O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, reiterou esta segunda-feira a aposta da central no combate à precariedade e rejeitou o modelo de baixos salários e de trabalho precário levado a cabo por algumas empresas.

“Nós não precisamos de mais precariedade nem de colocar os trabalhadores encostados à parede com uma espada e uma faca encostadas ao pescoço. Não é assim que se constrói o futuro nem se resolve o problema da precariedade em Portugal.”

O sindicalista, que falava em conferência no dia em que foi reconduzido no cargo de secretário-geral da CGTP, comentava as declarações do presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, que numa entrevista ao Diário Económico hoje publicada afirmou que “mais vale ter trabalho precário do que desemprego”.

Estas declarações, segundo Arménio Carlos, “refletem o sentimento da CIP, que continua a apostar no modelo dos baixos salários e do trabalho precário”.

“Não nos parece que haja emprego por esta via. Não precisamos, nem de mais precariedade, nem de teses das inevitabilidades, ou precariedade, ou desemprego. Não se pode admitir ter trabalhadores com sete, oito ou nove anos de trabalho numa empresa a recibos verdes.”

Esta solução, segundo Arménio Carlos, poderá agradar a algumas entidades patronais “porque é fácil, é barata e dá milhões”.

A luta contra a precariedade laboral é uma das prioridades da CGTP para os próximos quatro anos, e que será intensificada no âmbito de uma campanha nacional a realizar durante este segundo mandato de Arménio Carlo