O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou esta sexta-feira, à margem da participação no plenário de trabalhadores dos transportes a decorrer em Lisboa, que o Orçamento do Estado para 2014 traz más notícias e exige a união de todos.

Arménio Carlos juntou-se esta tarde a cerca de duas centenas de trabalhadores, no largo Camões, em Lisboa, para lhes dizer que «valoriza muito a sua luta pela salvaguarda de um serviço público».

«Estão a lutar contra uma lógica de gestão privada, que está em marcha, e que, se se concretizasse, ia levar, a curtíssimo prazo, ao aumento brutal dos preços dos serviços hoje prestados», acrescentou.

O dirigente sindical sublinhou que o Orçamento do Estado para 2014, que deve ser conhecido na próxima semana, «não traz boas notícias, nem para os trabalhadores dos transportes, nem para os trabalhadores do metropolitano, nem para os trabalhadores em geral, e não traz boas notícias também para os pensionistas».

Essas «más notícias» que aí vêm, acrescentou, exigem a união de todos contra «uma política que, para além de ser ilegal, tem cunhos ditatoriais, de prepotência e de arbitrariedade».

«O que está em marcha é uma redução brutal dos direitos das famílias», concluiu, apelando à participação nas marchas de protesto que a CGTP agendou para o dia 19.

Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), disse à Lusa que não é ainda certo que a greve convocada para terça-feira se realize - depois de o Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES) ter decretado serviços mínimos para a paralisação - mas prometeu que «a luta vai continuar», e que, «mesmo que não seja no dia 15, será uma luta mais dura».

O sindicato discorda da decisão do CES, lembrando que esta define os serviços mínimos «abaixo daquilo que é o patamar de segurança imposto pela empresa». Considera ainda que esta decisão «põe em causa o direito à greve».