A CGTP marcou esta quarta-feira uma manifestação nacional de dirigentes e ativistas sindicais para 8 de abril para exigir ao ministro do Emprego uma resposta para os problemas relacionados com contratação coletiva, direitos laborais e Salário Minímo Nacional (SMN).

«Decidimos convocar uma concentração de dirigentes e ativistas sindicais para 8 de abril, que terminará junto ao Ministério do Trabalho, onde vamos exigir resposta para os problemas dos trabalhadores, nomeadamente relacionados com o bloqueio da contratação coletiva, os direitos laborais e o SMN», disse o secretário-geral da CGTP em conferência de imprensa.

Arménio Carlos, que falava aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho Nacional da Intersindical, lembrou que a central pediu uma reunião ao ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, há mais de quatro meses, sem ter obtido resposta.

O mesmo aconteceu com a Ministra da Justiça, com quem a CGTP pretendia discutir o novo mapa judiciário e os créditos dos trabalhadores que aguardam resolução nos tribunais, alguns há mais de 25 anos.

«Este Governo não tem mostrado interesse em dialogar», acusou Arménio Carlos.

O sindicalista anunciou ainda que o Conselho Nacional marcou para dia 15 de abril a entrega na Assembleia da República da petição em defesa do emprego e da proteção no desemprego que a CGTP tem vindo a promover.

«Vamos pedir uma audiência à presidente da Assembleia da República para lhe entregar milhares de assinaturas em defesa da atribuição de subsídio a todos os desempregados», disse.

O Conselho Nacional da Inter decidiu ainda que a CGTP «vai promover uma ampla ação nos locais de trabalho, para discutir os problemas concretos dos trabalhadores e para os mobilizar para as comemorações do 1º. de Maio».

Arménio Carlos salientou a importância das comemorações deste ano do Dia do Trabalhador, por completar 40 anos após a sua primeira comemoração livre em Portugal e pelo significado que teve na vida dos portugueses.

«Entendemos que a melhor forma de preparar o 1.º de Maio é mobilizar os trabalhadores para participarem nesta data», disse o sindicalista, considerando que as comemorações não podem estar dissociadas da contestação à política do Governo.