O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu esta quinta-feira, na Figueira da Foz, o aumento geral dos salários em 4% ou, no mínimo, em 40 euros.

"Há a necessidade óbvia de um aumento geral dos salários”, disse Arménio Carlos aos jornalistas, frisando que “em Portugal mais de um milhão de pessoas recebe um vencimento líquido inferior a 600 euros e mais de dois milhões têm salários líquidos inferiores a 900 euros mensais”.

Arménio Carlos defendeu um aumento no mínimo de 4% ou, em alternativa, que esse aumento nominal nunca seja inferior a 40 euros.

O líder da CGTP alegou que os aumentos exigidos pela central sindical são possíveis "em qualquer empresa, por mais pequena que seja", aludindo a um valor diário de um euro e 33 cêntimos.

Frisou, por outro lado, que o aumento geral dos salários não só pretende dar resposta às necessidades dos trabalhadores mas é "também importante para as empresas e para a economia do país".

"Aumentando o rendimento disponível dos trabalhadores, aumenta o consumo. Logo, as empresas terão necessidade de aumentar a sua produção e também de criar mais emprego para responder à procura", levando à dinamização da economia, argumentou.

Arménio Carlos avisou, no entanto, que a evolução dos salários defendida pela CGTP "é indissociável da aposta na produção nacional, porque se apenas se fizer o aumento do consumo sem o aumento da produção nacional isto levará ao aumento das importações".

De acordo com o líder da central sindical, a "pressão" sobre os salários em Portugal "não pode continuar", já que, referiu, "ela é responsável não só pela acentuação das desigualdades mas também pelo aumento da pobreza da esmagadora maioria dos trabalhadores".

O secretário-geral da CGTP reuniu hoje, na Figueira da Foz, com candidatos da CDU às próximas eleições legislativas, participou num plenário de trabalhadores da conserveira Cofisa e visitou as instalações dos Estaleiros Navais do Mondego.