Porque o Natal se aproxima e é uma época de elevado consumismo, os comerciantes apostam na exploração e manipulação dos sentidos para atrair os clientes, sendo que os aromas, cores, música e texturas são fatores cruciais no aumento das suas receitas.

Um perfume floral, por exemplo, pode conduzir ao relaxamento dos clientes e, por consequência, a uma estadia prolongada na loja, que os levará a explorar mais os artigos expostos, e estimulará a compra.

Esta técnica é suportada por estudos científicos, que falam até deste novo tipo de marketing, do perfume, como um armamento invisível que tem na mira as carteiras.

Também os agentes imobiliários utilizam este truque com os possíveis compradores durante as visitas, recorrendo muitas vezes a produtos frescos e pó de talco, que transmite uma certa nostalgia.

O olfato é apenas um dos sentidos explorados para aumentar as vendas, sendo que também a audição, visão e tato afetam as decisões de compra.

Uma experiência, publicada na Harvard Business Review, revelou que as pessoas tendem a ser negociadores mais fechados quando se sentam em cadeiras desconfortáveis, sendo por isso as poltronas e cadeiras almofadadas a escolha de muitas lojas.

As cores, há muito conotadas com significados próprios, são fulcrais na atenção do olhar dentro de um espaço. O vermelho transmite urgência, algo que necessita de atenção imediata, já o azul, muito utilizado em logótipos, passa uma mensagem de confiança, assim como o verde se associa facilmente a algo natural.
 

As lojas da Apple abrem normalmente os computadores num ângulo de 70 graus, suficientemente aberto para chamar a atenção, mas não o suficiente para ver o conteúdo, suscitando assim curiosidade e apelando ao toque e exploração do dispositivo.

As lojas da Nike, por exemplo, exploram muito o sentido musical para atrair os clientes, estando provado que a música contribui, entre outros fatores, para alteração da frequência cardíaca e humor.