A poupança das famílias portuguesas subiu marginalmente de setembro para outubro, abrandando o ritmo de crescimento verificado desde maio, mas atingindo o valor mais alto desde 2003, segundo o indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica divulgado esta quarta-feira.

O indicador de poupança subiu de 108,2 em setembro para 108,8 em outubro, uma «subida marginal» que demonstra um abrandamento no ritmo de crescimento mensal superior a dois pontos registado pelo menos desde maio, quando alcançou 92,5 pontos.

A poupança das famílias portuguesas em outubro, segundo este indicador, atingiu o valor mais alto desde meados de 2003.

O indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/UCP inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas (SEC2011) e com a nova base 2011), e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança APFIPP/UCP procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.