A poupança das famílias voltou a cair em março, pelo segundo mês consecutivo, de acordo com o indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica,divulgado esta quinta-feira.

Este indicador passou dos 87,9 pontos em fevereiro para os 79,8 pontos em março, «motivado por uma forte diminuição da poupança corrente no quarto trimestre de 2014 e a uma revisão em alta do PIB [Produto Interno Bruto] nominal no primeiro trimestre de 2015», explica a Católica.

Com a inclusão dos dados de março, a poupança das famílias, medida pela variação trimestral da série analisada, foi revista em baixa, passando de um aumento médio de cerca de 0,04 pontos percentuais do PIB por trimestre desde 2013 para um aumento mais ligeiro, de apenas 0,01-0,02 pontos naquele período.

Desde maio do ano passado que este indicador vinha apresentando aumentos mensalmente até que em novembro registou uma queda face ao mês anterior, tendo depois voltado a subir até nova descida em fevereiro.

O indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/UCP inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas, o SEC2010, e com a nova base 2011), e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança APFIPP/UCP procura antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas em percentagem do PIB, corrigida de efeitos de sazonalidade, e resulta da análise ao comportamento de um conjunto alargado de fontes estatísticas.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.