O secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO) considerou esta quinta-feira o fornecimento de combustíveis low-cost nos postos de abastecimento uma «medida desnecessária» e que «atenta contra o funcionamento do mercado».

«É uma medida desnecessária e atenta contra o funcionamento do mercado», afirmou António Comprido, num encontro com a imprensa, em Lisboa, quando questionado sobre a legislação para o fornecimento de combustíveis low-cost (de baixo custo) nos postos de abastecimento, anunciada pelo Governo.

Para o secretário-geral da APETRO, trata-se de «uma tentativa de intervenção direta nos preços», que «vai implicar custos acrescidos, porque obriga um posto a ter mais produtos».

António Comprido disse que, pelas contas da APETRO, «muito dificilmente o consumidor irá beneficiar de um preço mais baixo».

«Na nossa opinião, é uma falácia e um passo precipitado se se avançar nesta linha», concluiu.

No final de janeiro, o ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, disse, no parlamento, que, «muito em breve», o Governo estaria em condições de aprovar a legislação para o fornecimento de combustíveis low-cost nos postos de abastecimento.

Sem avançar datas, Jorge Moreira da Silva garantiu que o Governo avançaria na concretização desta iniciativa, dando um prazo de três meses para que os postos de abastecimento façam as adaptações necessárias.

Em junho, o secretário de Estado da Energia entregou no parlamento o anteprojeto legislativo para o fornecimento de combustíveis low-cost nos postos de abastecimento com mais de quatro reservatórios ou que disponham de oito ou mais locais de abastecimento.