O presidente da CIP e o vice-presidente do PSD Marco António Costa reuniram-se esta sexta-feira para discutir a reforma do Estado, com o dirigente empresarial a defender que as empresas necessitam que a reforma «veja a luz do dia».

«Viemos discutir o guião da reforma do Estado, trazer as nossas posições sobre a avaliação que fazemos, sobre a necessidade de que a economia e as nossas empresas têm de que esta reforma veja a luz do dia», afirmou o presidente da confederação empresarial portuguesa, António Saraiva, à saída da reunião, na sede do PSD, em Lisboa.

António Saraiva defendeu que a sociedade portuguesa é «muito estatizada», e preconizou, genericamente, «menos Estado e menor Estado», escusando-se a ser mais específico sobre os contributos que deixou ao partido maioritário do Governo.

O dirigente da CIP afirmou que é preciso saber «que Estado é que atualmente, com o produto gerado», é possível ter, «não alienando funções básicas, mas redefinindo o papel do Estado num conjunto de áreas, eventualmente privatizando umas, concessionando outras».

«Em função dessa clarificação termos um documento estratégico das áreas de intervenção do Estado, de uma maior eficiência da máquina fiscal, de uma maior eficiência da máquina burocrática, reduzindo às empresas custos de contexto, aligeirando-lhes a estrada do desenvolvimento que ainda está cheia de obstáculos, muitos deles burocráticos, administrativos, de licenciamento», sustentou.

Questionado sobre as áreas em que defende privatizações, António Saraiva não quis ser específico, avançando apenas serem aquelas áreas «em que o Estado não tenha que estar a intervir na economia».

O vice-presidente do PSD e porta-voz do partido, Marco António Costa, salientou que no âmbito da reforma do Estado «2014 vai ser um ano fundamental para o país», de «diálogo social intenso».