A Infraestruturas de Portugal (IP) fechou 2015 com um lucro de 12,5 milhões de euros que compara com resultados negativos conjuntos da Estradas de Portugal e da Refer de 72,6 milhões de euros no ano anterior.

Em conferência de imprensa para apresentação dos primeiros resultados anuais da IP, após a fusão a 1 de junho, o presidente da IP, António Ramalho, realçou a melhoria dos resultados em 85 milhões de euros face ao período homólogo, resultado sobretudo do aumento dos rendimentos da Contribuição do Setor Rodoviário (CSR).

O crescimento das receitas da CSR, resultante do aumento da tarifa em dois cêntimos por litro de combustível em 2015 e do aumento dos consumos, atingiu os 23%, totalizando os 635,7 milhões de euros em 2015, que compara com 516,7 milhões de euros no período homólogo de 2014.

Já as receitas de portagem caíram 1% em 2015, para 258,8 milhões de euros, devido à transferência das receitas da concessão Beira Interior para a concessionária, no âmbito do novo contrato.

Sem o efeito desta operação, as receitas de portagem teriam crescido 9% em 2015, adiantou o gestor.

Em 2015, acrescentou, as taxas de uso ferroviário (por via da Refer) caíram 9%, para 68,5 milhões de euros, resultado de uma política de redução dos preços como incentivo para a competitividade do modo ferroviário.

Os custos operacionais da IP aumentaram 98,5 milhões de euros, "totalmente dependentes do acréscimo com gastos na construção do Túnel do Marão que representou 136,6 milhões de euros", encontrando-se em fase de acabamento.

Aliás, António Ramalho disse aos jornalistas que já há data para a abertura do maior túnel da Europa, escusando-se a revelar se será ainda no mês de março, como estava previsto.

Do lado da despesa, os gastos gerais de funcionamento caíram 13% para 54,8 mihões e com pessoal cerca de 3% para 111,8 milhões de euros.

A empresa fechou 2015 com menos 109 trabalhadores do que no ano anterior.

A dívida da empresa diminuiu no último ano 849 milhões de euros, para os 7.979 milhões de euros, dos quais 57% é dívida ao Estado, acrescentou.

Fusão entre Estradas de Portugal e Refer está "razoavelmente encerrada"

O presidente da Infraestruturas de Portugal dise também esta sexta-feira que a fusão entre a Estradas de Portugal e a Refer está "razoavelmente encerrada", estando o processo a trazer os primeiros benefícios.

"Ainda estamos nos primeiros passos dos benefícios que a fusão pode trazer. Estamos satisfeitos", afirmou António Ramalho, na conferência de imprensa de divulgação dos primeiros resultados anuais da IP, realçando a prestação da empresa "do lado da receita e do controlo dos custos".

Em declarações aos jornalistas, o gestor realçou que no final de fevereiro foi concluída a migração informática, estando agora a operar num único sistema, apontado como uma das etapas mais complexas da fusão, uma vez que as duas empresas utilizam três sistemas diferentes.

António Ramalho referiu uma redução em 54,8 milhões dos gastos gerais de funcionamento, decorrente da fusão da gestora da rede rodoviária e da rede ferroviária nacional, com poupança em vigilância, limpeza e renda e aluguer de edifícios.

A Infraestruturas de Portugal (IP) fechou 2015 com um lucro de 12,5 milhões de euros que compara com resultados negativos conjuntos da Estradas de Portugal e da Refer de 72,6 milhões de euros no ano anterior.